31 de julho de 2013

OBALUAÊ


"Atotô Obaluaê!"



Obaluaê ou Omulu como é conhecido em sua forma mais velha, é o Orixá que controla as doenças, aquele que deve ser procurado para se controlar as epidemias e doenças inexplicáveis.
 Obaluaê é um deus do Daomé, diferente dos Orixás Iorubas que são alegres, próximos e se assemelham a humanos. A aproximação desse Orixá geralmente causa temor. Omulu castiga quem maltrata seus filhos de santo, ou desrespeita sua divindade com doenças e até morte. Não cobre seu rosto apenas pela deformação de suas chagas, mas por causa do respeito que devemos ter mediante a sua figura.
Entretanto Obaluaê é um Orixá que pode ser um pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores através de gestos humildes, honestos e leais.
A diferença entre Obaluaê e Omulu é apenas a idade astral do Orixá. São dois tipos do mesmo orixá que na verdade se chama Xapanã.
Porém esse nome não deve ser mencionado nem muito menos chamado, pois atrai a desgraça em toda sua plenitude, pois nos tira do respeito e devoção ao Orixá (como foi falado no início da postagem).

Obaluaê foi gerado por Nanã, que não conseguindo suportar criar um filho coberto de chagas e com uma perna menor que a outra, o abandonou na areia do mar. Ao ver a criança que foi deixada por Nanã na porta de seu reino, Iemanjá tomou o menino e o criou como filho, cuidando de suas chagas e cobrindo lhe com palha.
Obaluaê tem um dom especial para a cura quando feliz, e também o dom de gerar doenças e epidemias malignas como a malária que devastavam povos inteiros.
 Quando Obaluaê atingiu a idade adulta, Iemanjá resolveu unir o filho à sua mãe Nanã. Já que a mágoa de ter sido abandonado, e a vergonha de não poder se mostrar por ter o corpo coberto de chagas, o fazia despejar desgraças sobre a terra.
 Ao perdoar Nanã que se arrependia muito de ter abandonado seu filho à sorte, Obaluaê tornou-se um Orixá mais compreensível e encontrou um reino onde mesmo temendo sua presença, foi reverenciado.
 Iansã era uma mulher muito curiosa, de todos queria noticias e tudo queria saber. Apenas um segredo ela não conseguia descobrir, o fato de Obaluaiê andar coberto de palha, apenas se viam seus braços e pernas e nunca ninguém vira seu rosto. Iansã perguntava a todos o porque disso e sempre lhe diziam que como tinha o corpo e o rosto coberto de chagas, ele não gostava de mostrar ao mundo a sina que o acompanhava. Essas explicações vindas de todos os lados a deixavam mais curiosa ainda. Passou a perseguir Obaluaê obsessivamente, aonde ele ia, disfarçadamente ia atrás. Um dia quando estava quase desistindo, sentia-se cansada, sentou-se aos pés de uma grande árvore e adormeceu. Acordou com o ruído do farfalhar de palhas que sempre acompanhava seu perseguido que estava molhando os pés num pequeno riacho muito perto dela e não a tinha percebido. Finalmente descobriria o que há meses a torturava. Ergueu as mãos para o céu e chamou pelos ventos que sempre a auxiliavam. Eles vieram e numa lufada forte envolveram Obaluaê, que despreparado, não pode impedir que a palha se levantasse deixando seu corpo exposto. Mas no mesmo momento o vento fez com que as feridas que cobriam o corpo de Obaluaê virassem pipoca que se espalhou pela terra trazendo cura para todas as doenças. Para sua surpresa, no corpo debaixo da vestimenta, não havia uma só chaga, mas sim uma beleza radiosa, todo o corpo do rapaz brilhava numa cor de cobre que o sol acentuava. O que ele escondia não era a vergonha de um corpo disforme e sim a beleza infinda que a todos faria inveja. Desse dia em diante Iansã não mais perseguiu Obaluaiê, mas sempre que o encontrava suspirava pela beleza que nunca mais esqueceu.
Obaluaê se casou com Ewá.

No sincretismo Obaluaê é São Lazaro, que também sofreu com feridas espalhadas no corpo e teve estas tratadas por cachorros. Motivo também pelo qual Obaluaê não é só comemorado no dia 16 de Agosto, mas também no dia 17 de Dezembro.

Obaluaê é o dono da Terra. Onde houver terra firme, Obaluaê já pisou. Ele é o último que cela as covas dos desencarnados, pisando na terra para que a torne firme e esteja pronta para se fortificar da matéria que vai se decompor.

28 de junho de 2013

Agenda de Julho


13 de junho de 2013

CURSO SOBRE UMBANDA


Dia: Sábado
Horário: 15:25h. às 15:55h.
Curso será ministrado a cada 15 dias. 

2 de agosto de 2012

23 de julho de 2012

A ASSISTÊNCIA NA UMBANDA

A Umbanda e a Assistência
A Umbanda é uma religião de cunho assistencialista. Esse fato se fundamenta primeiramente nos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que em sua infindável sabedoria nos ensinou que devemos “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” e que devemos fazer aos nossos irmãos aquilo que esperamos que seja feito por nós. A Umbanda é, assim, em primeiro lugar uma religião baseada nos ensinamentos cristãos.
A Umbanda também acredita, como outras religiões, que nós, filhos de Deus, estamos em um contínuo movimento de evolução. Estamos a todo instante agindo e sofrendo a ações que tendem a nos projetar para frente no plano moral e no plano espiritual. Assim, como uma forma de nos depurarmos de erros passados e de encontrarmos engrandecimento espiritual, devemos seguir o caminho da humildade, da caridade e do perdão, tentando ajudar irmãos a amenizar seus sofrimentos materiais e espirituais, quando possível. 
Não somente nós encarnados, mas também espíritos de desencarnados estão envolvidos nesta responsabilidade de ajudar aos menos afortunados em um ciclo constante onde os mais evoluídos ajudam os menos evoluídos a galgarem os degraus da evolução. 
Nesse aspecto, a Umbanda se baseia não só nos ensinamentos cristãos como também as premissas do Espiritismo de Allan Kardec. É fato inclusive, que no Brasil, o Espiritismo assumiu, com nomes como Bezerra de Menezes e Chico Xavier, uma forma mais assistencialista de trabalho do que a primitiva matiz científica oriunda da França.
A Umbanda, finalmente acredita em tronos vibracionais, ou ainda Orixás, ou ainda Reinos de Energia da Natureza, cuja divina função é trazer para cada um de nós o equilíbrio vibracional, moldando vícios em virtudes, anulando más tendências e intensificando as boas qualidades.
                                                  
                                

A Assistência em um culto de Umbanda
Considerando que o assistencialismo é uma das facetas da religião Umbanda, chegamos a uma pergunta que embora pareça, não é tão fácil de responder. Como a assistência se inclui no culto da Umbanda?
A caridade em uma casa de Umbanda é realizada de muitas formas, dependendo do funcionamento da casa. Em primeiro lugar, podemos considerar a caridade que se presta a espíritos desencarnados que visitam esse local a fim de encontrar
conforto, orientação e paz.
Por esse mesmo motivo, algumas casas de Umbanda em suas sessões (que é como são chamados os rituais ou cultos de Umbanda) compreendem uma preparação especial para que sistematicamente ou eventualmente (dependendo da sessão e da casa) se possa receber a visita destes espíritos e se possa prestar a devida caridade a eles.
Outro ponto a se considerar, falando de caridade, é o que se presta aos próprios filhos de santo da casa (conhecidos também, entre outros nomes, como filhos de fé). Essas pessoas, em geral médiuns (das mais variadas aptidões mediúnicas) podem encontrar na casa, em seus irmãos, e nas figuras de chefia, a orientação necessária e a força indispensável para lidar com sua espiritualidade, e direcioná-la para o bem.
Finalmente, as casas de Umbanda também se destinam a fazer caridade a uma comunidade de pessoas que não pertence ao corpo de trabalho da casa. Nesta categoria de assistencialismo, o qual é o principal motivo deste texto, costumam se basear a maioria das sessões de trabalho das casas de Umbanda.
Colocando à parte rituais fechados (como Batismos, Festas, Rituais de Limpeza, etc.), a grande maioria das sessões de Umbanda são abertas à comunidade. Em um lugar característico das casas de Umbanda, conhecido como assistência, as pessoas da comunidade (ou mesmo pessoas que venham de localidades distantes), que não pertencem ao corpo de trabalho da casa, observam os cultos ritualísticos de uma sessão e se beneficiam dele.
Assim, as pessoas da assistência são defumadas, e após as incorporações dos médiuns, são convidadas a adentrar o terreiro para receberem passes e se consultarem com as entidades (exus, caboclos, pretos-velhos, crianças, mestres do oriente, etc).
Uma pessoa da assistência pode receber caridade de várias formas, como: descarga, desobsessão, conselhos sobre questões materiais ou espirituais, emanações curativas, etc.
Outros tipos de serviços à comunidade não relacionados estritamente com os cultos da casa podem também ser realizadas. Algumas casas de Umbanda oferecem, por exemplo, parte ou todo o seu espaço físico para realização de palestras ou cursos de interesse da comunidade. Também podem ser feitas campanhas de arrecadação de recursos (como alimentos ou
agasalhos). Podem ser ainda oferecidos materiais de estudos sobre a religião Umbanda e os seus rituais.
Uma questão importante discutida em algumas casas de Umbanda sobre as sessões fechadas à assistência.
A Umbanda como já foi dito, tem a missão de propagar uma mensagem de amor e caridade. Por isso; porque essa mensagem tem que ser propagada, ela não pode ficar limitada apenas aos adeptos do culto, ou seja, ao corpo mediúnico. A caridade deve ser oferecida a todos aqueles que precisam dela.
Por outro lado, sabemos que uma máquina não pode funcionar sem manutenção. Por isso, acredito que às vezes é melhor que se façam sessões fechadas (para desenvolvimento dos médiuns, limpeza espiritual da casa e dos médiuns, etc.) para que se possa oferecer uma casa e um corpo de trabalho bem preparados, para prestar a caridade à assistência em sessões abertas.

                          
A influência da Umbanda na Assistência e a influência da Assistência na Umbanda
Duas questões polêmicas nas quais as casas de Umbanda estão envolvidas sobre a assistência é qual o papel de fato da
Umbanda na vida das pessoas que freqüentam seus rituais e ao mesmo tempo, qual deve ser a postura de uma pessoa enquanto participante da assistência em um ritual de Umbanda. Estas duas questões, acredito, guardam íntima relação entre si.
A primeira questão tenta descobrir como as pessoas que participam de assistências de cultos de Umbanda, vêem esses
cultos e a própria Umbanda. O que destes cultos e das vivências neles apreendidas, elas levam para suas vidas cotidianas? Como essas pessoas se definem em termos de religião?
É certo que não podemos generalizar. Assim como em qualquer coletividade, também em uma assistência estarão presentes pessoas com pensamentos, anseios e posturas diferentes. Mas a questão que se impõe é se é necessário que essas pessoas tenham um mínimo de conhecimento do que é a Umbanda e seus cultos. E se realmente precisam enxergar a Umbanda como religião e até mesmo como a religião delas.
Uma premissa muito importante enunciada pela Umbanda é que não se deve negar ajuda a ninguém. Assim, partindo deste princípio não podemos cobrar de uma pessoa que se ela freqüenta os cultos de uma casa de Umbanda, ele se declare como Umbandista.
Sabemos que a Umbanda ainda sofre de muitos preconceitos, e que decorrente disso muitas pessoas que freqüentam cultos de Umbanda têm medo de serem rotulados pejorativamente. Também pela origem multifacetada da Umbanda e também pela premissa de ajudar a todos, não podemos e nem devemos proibir a participação de irmãos oriundos de outros religiões.
Por outro lado, podemos considerar que a falta de identificação pode causar uma falta de compromisso. Por isso talvez, sejam tão comuns as queixas sobre pessoas da assistência que vão às sessões de Umbanda apenas para “pedir coisas” mas não honrem as sessões com comportamentos condizentes com os de uma casa religiosa, ou seja, vestem-se de maneira imprópria, conversam em momentos inoportunos, entre outras coisas.
Algumas pessoas apenas visitam uma casa de Umbanda quando estão com problemas. Isso significa que não fazem da
Umbanda uma opção religiosa constante. Utilizam as sessões de Umbanda como “fast-food de consulta”, isto é, quando precisam, vão até lá, pedem o que precisam e vão embora abandonando o local até que a próxima necessidade os faça regressar.
Outras há que vão apenas aos dias de festas. Elas podem estar encarando a Umbanda como uma bonita manifestação da “cultura popular brasileira”, ou seja, uma atração turística ou ainda “coisa para inglês ver”. Visitam, acham bonito, mas não apreendem o real significado da religião praticada ali.
A outra questão, também de extrema importância, é o que a participação da assistência contribui para a sessão. Uma
assistência participativa tem o mesmo resultado para uma sessão do que uma assistência apática? O que é mais interessante
para a Umbanda, uma assistência ignorante sobre os conhecimentos (pelo menos as bases da religião) ou uma assistência consciente do que são os rituais (como momentos de uma sessão, pontos cantados em cada momento, etc) e dos porquês destes rituais.
Eu penso que essas duas questões estão inter-relacionadas porque acho que quanto mais as pessoas que compõem
uma assistência estão integradas no culto, tão mais elas respeitarão este ritual, participando ativamente dele, entendendo como e porque devem se comportar a cada momento.
Elas entenderão melhor que a religião não se pratica somente dentro dos templos, mas em todo o lugar. Elas
aprenderão que também elas têm a responsabilidade de fazer a caridade e semear a paz e amor ao próximo.

(M.S.C. - Um Trabalhador Humilde)
Fonte http://cethrio.vilabol.uol.com.br/

17 de julho de 2012

KARMA E DHARMA


A palavra de origem sânscrita “KARMA” significa em si mesma, lei de ação e conseqüência.
O KARMA (kar= agir, fazer ; ma= efeito, ação) tem como significado básico "Ação", que gera uma reação, o que mais tarde Newton traduziu como uma das leis básicas da física: "toda ação corresponde a uma reação igual e em sentido contrário".
Dessa forma, o karma pode ser considerado como o destino, a colheita, conseqüência do que nós mesmos criamos e semeamos. Expressa, portanto , o encadeamento das causas e efeitos, garantia da ordem do universo.
Mas como o karma é a própria formação do destino (do latim destinare= fixar previamente, determinar com antecipação), temos nosso destino nas mãos, não precisamos temer o novo, pois temos o livre-arbítrio para conquistá-lo.
O DHARMA, palavra que significa lei, dever, direito, justiça, designa a bagagem moral, intelectual e espiritual que o homem possui na vida presente, fruto do trabalho evolutivo de encarnações anteriores. É o resultado da aquisição individual em material pronto para se expandir. É o potencial para a vivência do karma.
Sendo assim, como o passado sempre encontra o futuro, o karma também pode ser entendido como a conseqüência futura da utilização do dharma, evidenciando que o que se planta hoje, colhe-se amanhã.
Por isso o dharma é a tarefa a ser executada nessa vida, e que foi legada à Alma por seu próprio arbítrio. É a retidão, conformidade à ordem cósmica, lei que rege nossa natureza essencial. Caracteriza então a possibilidade de evolução do homem no presente. Tanto revela o que foi aprendido e deve ser revisto como o que inexiste nele, as qualidades ainda não assimiladas. É, portanto a chave para a compreensão da missão do ser nessa vida.
E para julgar nossas ações existe nos mundos superiores o Tribunal da Justiça Divina, que também chamamos de Lei Divina, composto por seres superiores, mestres de consciência desperta cuja função é pesar nossas ações e aplicar de forma justa a sentença.
Segundo as Escrituras Sagradas, existem vários tipos de Carma:
Individual: quando é aplicado especificamente a uma pessoa (é importante ressaltar que nem todo sofrimento ou acontecimento desagradável é cármico, pois devido a nossa inconsciência podemos causar diretamente nosso sofrimento. Por exemplo, uma pessoa que é atropelada após atravessar uma rua sem a devida atenção).
Familiar: quando é aplicado de tal forma que afeta toda uma família.
Regional: quando é aplicado em determinada região.
Nacional: é uma ampliação do carma regional. Temos o exemplo de países que são assolados pela guerra, ditaduras, misérias, desastres naturais, etc.
Mundial: quando é aplicado a toda humanidade. Temos o exemplo das guerras mundiais, atualmente vemos os problemas econômicos mundiais, iminência de guerra nuclear, grandes desastres naturais, etc.
Katância: é o carma mais rigoroso, que é aplicado aos Mestres, que apesar de suas inúmeras perfeições, podem cometer erros e serem penalizados.
Kamaduro: que é o carma aplicado a erros graves, assassinatos, emboscadas, torturas, etc. Esse tipo de karma não é negociável e quando é aplicado vai inevitavelmente até as suas consequências finais.
Karmasaya: esse carma também não é negociável e é aplicado quando a pessoa comete adultério. Nas escrituras sagradas está escrito que “todo pecado será perdoado, menos o pecado do adultério.
O karma é o somatório das tendências da Alma, bagagem adquirida no trilhar da Evolução Espiritual durante as várias encarnações, portanto também são nossos maiores dons, potencialidades já trabalhadas, e que, estão prontas para serem doadas nessa vida, e por isso pode nos proporcionar grandes realizações.
O karma se torna negativo e difícil quando é um vício da Alma, um padrão cristalizado, um hábito, um caminho que a Alma não quer deixar de trilhar porque está apegada, seja por acomodação, ignorância ou pelo simples medo do novo.
Não podemos esquecer, que nesta fase de evolução planetária, é muito importante é o aprendizado do livre-arbítrio, o uso sábio da capacidade de fazermos nossas escolhas, para que possamos aperfeiçoar nosso Ser Crístico.
O termo Cristo é de origem grega (Krestòs), e significa Herói Solar, designando o Iniciado que, assim como o sol, que no centro do sistema centraliza os planetas nas suas órbitas, ao seu redor, tem a capacidade de centralizar seus corpos físico, emocional e mental, encaminhando assim suas atitudes com equilíbrio, portanto é um sábio diante do seu destino.
Essa é a possibilidade que se abre por estarmos nessa roda do karma, encadeando causas e consequências que podem nos levar à mestria do Cristo. Aceitar o dharma e se perdoar diante dos medos e das falhas, renova e floresce a Alma no seu processo de amadurecimento espiritual.

Saravá!

 

22 de junho de 2012

O USO DA PEMBA NA UMBANDA

A pemba é um objeto presente nos rituais Africanos mais antigos que se conhecem. É fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e a água que corre no Rio Divino U-Sil. É empregada em todos os Rituais, Cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas.
Os médiuns e as Entidades Espirituais que atuam no Centro de Umbanda costumam desenhar pontos riscados com um giz de calcário, conhecido como pemba. Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais de limpeza e proteção.
Quando uma Entidade se utiliza da pemba para riscar os pontos, ela está movimentando energias sutis que, dependendo dos sinais, pode atrair ou dissipar energias. Esses símbolos estão afins a determinada “egrégoras”, firmadas no astral, há muito tempo. A pemba, quando cruzada, ou seja, magnetizada por uma Entidade, se torna um grande fixador de energias.
                                                   
A pemba é utilizada para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a Entidade que risca sabe. O ponto quando riscado está criando um elo com o plano espiritual que emana energias, fluídos e vibrações diretamente no ponto. Na maioria dos casos quando é riscado um ponto a entidade põe alguém necessitado dentro dele, é quando a pessoa, às vezes, sente as vibrações, dependendo de sua sensibilidade. É possível também um médium vidente ver os pontos riscados brilharem e emanarem luzes diversas. A cor da pemba varia de acordo com as regras de cada centro e de acordo com cada Entidade. Normalmente ela é branca.
                                                  
O termo pemba também é utilizado com relação à Lei Maior, ou seja os trabalhadores da Umbanda são filhos de pemba, ou seja, estão sobre a proteção da Lei Maior. Dependendo de sua conduta, cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.
As entidades espirituais que atuam no movimento umbandista se identificam por meio de sinais riscados traçados geralmente com um giz de calcário conhecido como pemba. Esse giz mineral além de ser consagrado para ser utilizado para escrita magística também, pode ser transformado em pó e utilizado de outras formas em preparações ou cerimônias ritualísticas.
E o termo pemba também é utilizado na Umbanda no sentido de Lei, ou seja, confome o linguajar de Umbanda, se você está sob a Lei de Pemba, você está sob a Lei maior e isso possui sérios agravantes principalmente se o médium se desvirtua de sua tarefa, pois nesses casos a cobrança é imediata. Então, estar sob a corrente de Umbanda, estar sob a Pemba, exige muita cautela, mas por outro lado se o médium procurar cumprir suas tarefas e mantiver uma postura decente, essa mesma lei pode lhe ser favorável e muito útil porque o mesmo terá o auxílio direto das entidades do astral que lhe proporcionarão forças para trabalhar com dignidade.
Voltando a questão da escrita, não é sem propósito que a Lei é chamada de pemba pois, essa escrita sagrada traduz sinais que estão afins a determinadas egrégoras firmadas no astral a muito tempo. Assim, quando uma entidade de fato traça um sinal de pemba, ela está movimentando energias sutis, que na dependência da variação desses sinais, pode atrair ou dissipar determinadas correntes de energia com muita eficácia.
                                              
Esse assunto é muito complexo para ser aberto em um livro, mas no decorrer dos trabalhos mediúnicos o médium de fato e direto, segundo sua missão, merecimento e afinidades, pode receber determinados sinais diretamente das entidades espirituais que o assistem, no intuito de escudar esse médium contra o assédio do sub-mundo espiritual.
E se o leitor quiser se aprofundar um pouco mais nesse tema poderá consultar diversas outras obras que tratam com mais profundidade sobre o assunto, em especial recomendamos os livros: ‘O Arqueômetro’ de autoria de Saint Yves D´Alveydre, ‘Pemba- A grafia dos Orixás’ de autoria de Ivan Horácio Costa (mestre Itaoman) e ‘Umbanda – a Proto-síntese Cósmica’ de autoria de F. Rivas Neto (mestre Arapiaga); Essas obras trazem muitas elucidações reais sobre o tema.
No mais, lembramos que esses sinais são de uso exclusivo das entidades vinculadas a corrente astral de Umbanda e sua utilização inadequada por pessoas não habilitadas podem gerar uma série de aborrecimentos bem como atrair determinadas energias e entidades de difícil controle que podem levar o indivíduo às raias da loucura.

Portanto, é necessária muita cautela nesse tema e é por isso que na maioria dos terreiros, casas, agrupamentos ou templos de Umbanda, as entidades ensinam e utilizam outros sinais mais simples e simbólicos, apenas de efeito elucidativo (por exemplo: corações, machados, espadas etc.), deixando os verdadeiros sinais de pemba velados até que os filhos amadurecem e possam adentrar nesses campos com segurança. Enfim, o importante é procurar trabalhar e deixar que as entidades atuem da forma que elas acharem conveniente porque com certeza elas nos conhecem melhor do que nós próprios pensamos que nos conhecemos...

30 de maio de 2012

DEFUMAÇÃO NA UMBANDA



                                           

Em todos os terreiros de umbanda iremos nos deparar com um momento chamado defumação. E como diz um de nossos pontos cantados "Filho quer se defuma, Umbanda tem fundamento, é preciso preparar..."

A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda. É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem cai pela primeira vez assistir a um trabalho.

A principal função da defumação realizada tanto na Umbanda quanto nas demais seitas religiosas através dos tempos, desde a Antiguidade, é com a queima de ervas e resinas, modificar a energia existente no ambiente para equilibrá-lo de acordo com a necessidade.

a Umbanda, a defumação é realizada no início dos trabalhos, realizando a limpeza do ambiente, do corpo de médiuns e dos assistentes. Dependendo dos trabalhos realizados, deve-se limpar o ambiente com a defumação mais de uma vez ao longo do dia, para atrair e facilitar o trabalho que esteja sendo realizado pelas entidades.

Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, invejas, preocupações, etc. tudo isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem ao nosso aura e nosso corpo astral, bloqueando sutis comunicações e transmissões energéticas entre os ditos corpos.

Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois interpenetra os campos astral e mental e o aura, tornando-os novamente “libertos” de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.

Além de suas propriedades astrais a defumação ajuda a mente do médium e da assistência, ou dos residentes daquele local, a entrarem em contato com os guias e protetores. Ou seja, o perfume da defumação estimula nossos centros nervosos (plexos) a captarem com mais qualidade as energias superiores, mantendo a mente da pessoa mais concentrada e propícia a esta percepção.

            

Mas cuidado:
A utilização das ervas, pedras e águas é algo simples quando se tem conhecimento, no entanto é uma bomba relógio negativa e poderosa quando não se sabe o que está fazendo. E isso é mais sério ainda quando falamos no uso ritualístico destes elementos pois muitas regras devem ser conhecidas e respeitadas. É o cuidado com a energia da Lua, com o horário, com o sentido, com a necessidade específica de cada um e assim por diante, mesmo porque uma erva “boa” para um pode ser um tormento para outro.
Saiba que um banho de descarrego tomado em horário errado pode piorar uma situação espiritual. Uma pedra usada como jóia pode ser a causadora das dores intermináveis. Uma defumação feita em sentido contrário pode, ao invés de limpar, atrair mais carga. Portanto sempre digo que estudar é fundamental, é sair do automático, é sair do domínio dos dominadores e agir com bom senso e sabedoria. Sinceramente, acredito que nada substitui a sensação do Saber.
E pensando nisso, pensando em estimular o Saber, vejam essas ervas que ajudam a concentração mental e no estimulo do pensar: aniz estrelado; alecrim; manjericão; peregum verde; alfavaca, agrião, couve, babosa e tapete de Oxalá. Essas ervas podem ser jogadas da cabeça para baixo e esse banho é mais aconselhável ser tomado no horário da manhã.
As pedras indicadas para ajudar o raciocínio e o estudo são: quartzo verde, esmeralda, amazonita, ágata verde, lápis lazuli e, em especial, temos a Sodalita que ativa o potencial para adquirir conhecimento, estimulando a memória e o raciocínio. Só não se pode esquecer que as pedras devem ser limpas, energizadas e programadas constantemente, caso contrário tornam-se verdadeiras irradiadoras de energias negativas.
E para ajudar a potencia energética dos banhos e da limpeza das pedras, pode-se usar a água da fonte que tem energia harmonizadora e equilibradora, afinal seu rumo natural passa por poderosos pontos da natureza.

Mas como sempre falo e repito... Tudo é uma ciência e temos de estudar! Não devemos cair no achismo ou mesmo no talvez....
A Umbanda tem fundamento e é preciso preparar!   
              
                               
Axé e uma boa semana a todos!

22 de maio de 2012

QUANDO A BOCA CALA... O CORPO GRITA!!!


Nelson Torres

Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.
A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado , abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS, ou como O queiram chamar.